terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Povo porco e chuva.

"São Paulo com dezenas de pontos de alagamentos após chuva de 15 minutos de chuva fraca". Redundância, não?



Em momentos de caos, bastante gente é expert em soluções milagrosas. Um monte de prodígios também encontra na política os culpados pelo inferno nas águas, pelo naufrágio no asfalto.



Âncoras infelizes de telejornais infelizes falam até causar ânsia de vômito sobre providências que deveriam ser tomadas por líderes do senado, das câmaras, da casa da sogra.



O que eu nunca vi, até hoje, porém, foi um prefeito ou governador lançando lixo pela janela do carro dentro de bueiros, ao lado de postes, num "cantinho" que ninguém vai reparar. O que vi ontem pela manhã foi um desses cidadãos que reclama da imundície jogando nada menos que pás cheias de entulho numa boca de lobo. Restos de sua tão sonhada construção sendo descartados conscientemente por um homem que reclama da má condição da cidade... descartados exatamente no ponto de vazão da água da chuva.



Cidade alagada é sinônimo de gente porca, ora bolas. Porca e burra. O discurso "não tenho onde construir minha casa" já está ficando batido. Não pode comprar um terreno legalizado para construir? Sem problema, meu amigo. Mas não faça isso no pé de um morro em que está escrito "morte" em letras garrafais e em braile.



O ranço da colonização portuguesa está para sempre impregnado nessa raça nossa, que teria tudo para ser minimamente civilizada e inteligente.

Nenhum comentário:

Postar um comentário