Sim, de novo. Calor sem fronteiras e inesgotável. Ar natalino que passa em frente ao nariz e por cima da cabeça. Cheiros e impressões únicas de final de ano. Perguntas, respostas e hábitos clássicos, batidos e ultrapassados, talvez.
Avenida Paulista na noite de 19 de dezembro estava com calçadas intransitáveis. Motivo? As luzes de natal mais papais noéis grandes e desengonçados ao longo da avenida, nas fachadas dos prédios, árvores, guias, tudo. Um papai Noel gigante empunhava um microfone, com postura incorreta. Dentro dele uma caixa de som produzindo jingles manjados. Papai Noel só mexia o lábio inferior, sem piscar, congelado e meio assustador. E todo mundo tirando fotos.
Estive lá com meu parceiro, homem da minha vida, que me presenteou um jantar romântico e uma aliança num restaurante lindo da Alameda Santos. Para voltarmos pra casa, só passando pela Paulista.
Um fato curioso e acalentador, embora estranho: uma menina de seus oito anos esperneava desesperada, o olhar transtornado, nos braços da avó, que queria fotografá-la ao lado do papai Noel cantor. A infeliz urrava de pânico e chegou a olhar no fundo dos meus olhos. Quis salvá-la, mas ela mesma conseguiu cair das garras da velha e se recusou a chegar perto do bom velhinho.
Avenida Paulista na noite de 19 de dezembro estava com calçadas intransitáveis. Motivo? As luzes de natal mais papais noéis grandes e desengonçados ao longo da avenida, nas fachadas dos prédios, árvores, guias, tudo. Um papai Noel gigante empunhava um microfone, com postura incorreta. Dentro dele uma caixa de som produzindo jingles manjados. Papai Noel só mexia o lábio inferior, sem piscar, congelado e meio assustador. E todo mundo tirando fotos.
Estive lá com meu parceiro, homem da minha vida, que me presenteou um jantar romântico e uma aliança num restaurante lindo da Alameda Santos. Para voltarmos pra casa, só passando pela Paulista.
Um fato curioso e acalentador, embora estranho: uma menina de seus oito anos esperneava desesperada, o olhar transtornado, nos braços da avó, que queria fotografá-la ao lado do papai Noel cantor. A infeliz urrava de pânico e chegou a olhar no fundo dos meus olhos. Quis salvá-la, mas ela mesma conseguiu cair das garras da velha e se recusou a chegar perto do bom velhinho.
Interessante estar naquela aglomeração absurda. Muitas constatações. São Paulo é lugar onde talvez não caiba mais gente, mas é grande feito o coração de uma boa mãe. Paulistano é raça engraçada e que se diverte e distrai com qualquer coisa, além de não ver problema nenhum em estar em filas intermináveis em qualquer lugar, passar por pelo menos três catracas por dia, andar com passinhos curtos e pedindo desculpas pelos esbarrões. Acostumados também a viverem em questão de horas as quatro estações do ano. Gente boa, paulistano é da hora.
Claro que não nasci para estar em meio a tanta gente ao mesmo tempo. Jovem idosa, não acho saudável um montão de pessoas ao meu redor, respirando ar viciado, esfregando-se uma na outra para poderem entrar ou sair de um lugar. O caso é que natal é isso. O que deveria ser mero feriado é dinheiro que anda. Quem compra roupa pro natal compra também pro dia da bandeira? Ou pro feriado de Tiradentes? Todo esse clichê também é falta de opção. Pensar em hábitos novos é cansativo pra muita gente.
Claro que não nasci para estar em meio a tanta gente ao mesmo tempo. Jovem idosa, não acho saudável um montão de pessoas ao meu redor, respirando ar viciado, esfregando-se uma na outra para poderem entrar ou sair de um lugar. O caso é que natal é isso. O que deveria ser mero feriado é dinheiro que anda. Quem compra roupa pro natal compra também pro dia da bandeira? Ou pro feriado de Tiradentes? Todo esse clichê também é falta de opção. Pensar em hábitos novos é cansativo pra muita gente.

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