quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Jade Barbosa faz tratamento médico em troca de camisetas

A talentosa (e outros muitos mais adjetivos) ginasta Jade Barbosa, assim como seu técnico, não recebe salário desde as olimpíadas de Pequim. Daniele Hypolito também. O caso de Jade, porém, é mais grave: ela ficou fora da primeira competição internacional do ano por causa de uma séria lesão no punho direito.

O mesmo não aconteceu com Ronaldinho, claro que não. Com os dois joelhos lascados e fodidos, segue o craque num dos maiores clubes do país (em relação ao tamanho, pelo amor de Deus, o Corinthians não me apetece em nada).

Diferente do técnico de Jade Barbosa, Emerson Leão (também do futebol, vejam quanta coincidência) sempre é o desempregado mais feliz do mundo, e não só ele. Rescisões de contrato milionárias garantem a estabilidade de três ou quatro gerações posteriores quando se trata de futebol.

No Estadão de 13/01/2009 tive a "felicidade" de ler que "os dois melhores do mundo falam português". Onde o profissionalismo de Cristiano Ronaldo é melhor que o de Jade, Diego Hypolito, Dayane dos Santos? O que os diferencia? Porque a discrepância?
A ginasta atua pelo Flamengo e em entrevista disse que a lesão no punho está em tratamento graças à boa vontade das pessoas. "Na farmácia os funcionários pedem camiseta em troca de remédio, é assim que estou me tratando".

A Confederação Brasileira de Ginástica não tem MESMO dinheiro para pagar os atletas? É bem possível que não... Jade não em dinheiro para comprar remédios, isso não é justo. Também não é justo que Cristiano Ronaldo destrua uma Ferrari de mais de R$ 750.000,00 e possa comprar outra na semana seguinte, caso queira. Definitivamente, não é justo.

Jade, Daniele, Dayane, Diego... caso algum de vocês esteja lendo este blog (e me proporcionando essa honra), sou muito fã de vocês. Sou fã força de vontade sem tamanho, quase incondicional. Da maravilha que vocês fazem com seus corpos; sou fã dos movimentos, cada um deles. Fã desse brilho que existe nos olhos de vocês. Numa próxima encarnação tenho certeza que serei ginasta. Nesta, não deu.

Obrigada por serem parte da mirrada parcela de brasileiros que me dão orgulho em ter nascido aqui.

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